Derrame Pleural

A pleura é uma fina membrana que recobre a superfície interna da parede torácica (pleura parietal) e a superficie externa dos pulmões (pleura visceral). O espaço virtual entre as duas pleuras é o espaço ou cavidade pleural. Derrame pleural, popularmente conhecido como água na pleura acontece quando acumula-se líquido no espaço pleural.  É normal haver uma pequena quantidade de líquido (cerca de 60 ml) entre as pleuras. Esse líquido ajuda que os pulmões deslizem suavemente na cavidade torácica.

Uma infinidade de doenças podem causar derrame pleural. Entre as mais frequêntes estão a Insuficiência cardíaca, as pneumonias complicadas a tuberculose, o câncer primário e o metastático, o tromboembolismo pulmonar, as doenças virais e a cirrose. Entre outras temos a exposição ao asbesto, doenças do colágeno, pós-operatório de cirurgias (Torácicas, cardíacas e abdominais), doenças renais, distúrbios gastrointestinais, doença pleural induzida por droga e por último os traumas torácicos.

Vários tipos de líquido podem se acumular na pleura. Pode ser pús (Empiema Pleural), líquido pobre em proteína (transudato), líquido rico em proteína (exsudato), sangue ou linfa.

É no diagnóstico específico e no tratamento que atua o cirurgião torácico.

Para o correto diagnóstico do tipo e da causa do derrame pleural é necessária a história do paciente e geralmente uma punção pleural (toracocentese) que pode ou não ser aconpanhada de uma biópsia pleural (biópsia por agulha de Cope).

A punção pleural é procedimento cirúrgico ambulatorial (o paciente não precisa permanecer internado ou de jejum) sendo realizado sob anestesia local. Na toracocentese uma agulha especial é colocada no interior do tórax, e assim o cirurgião torácico aspira líquido e pode realizar a biópsia pleural, ambos para estudo e pode ainda retirar o líquido existente para alívio do paciente (punção de alívio). É procedimento rápido, durando em média 10 à 15 minutos.

Uma vez feita a coleta do líquido e da biópsia inicia-se o estudo deste. Seu aspecto (cor, odor e consistência) é observado. Após isso o material é enviado em vários frasco para o laboratório. Lá se analisa uma grande variedade de parâmetros. Entre eles o pH, o LDH, a Glicose, a AminoDeaminase (ADA), a contagem total e diferencial das células presentes no líquido, vários testes imunológicos, as pesquisas e culturas para fungos, bacilo da tuberculose e outras bactérias, além do anatomopatológico da biópsia pleural. Com esses resultados em mão e os dados da história o Cirurgião Torácico pode-se diverenciar o líquido em exsudato e transudato conforme a "classificação de Light" e fazer a decisão diagnóstica e à qual tratamento o paciente deve ser submetido.

Em alguns pacientes a punção pleural não faz diagnóstico, necessitando ser repetida. Quando o paciente realiza 2 punções pleurais sem obter diagnóstico da causa do derrame é indicado que o paciente realize uma cirurgia para diagnóstico. É a video-pleuroscopia (Popularmente o "laser" - na verdade não é "laser"). Nela através de pequenos cortes, de cerca de 1cm cada, pode-se realizar diversas cirurgias. Se trata nada mais de uma longa ótica de fibra ótica que leva luz fria para o interior do tórax e traz a imagem de seu interior para uma câmera especial de vídeo de altíssima resolução. Então atráves de um monitor de video o cirurgião e sua equipe pode "filmar" o interior do peito, e com pinças especiais realizar uma biópsia dirigida da pleura do paciente, aumentando assim a chance de diagnóstico. Pode-se ainda na mesma cirurgia realizar o tratamento (paliação) de algumas causas de derrame pleural através da pleurodese. A pleurodese é uma colagem que se faz na pleura para que o derrame não tenha mais espaço para se acumular.

 

 

 

Cirurgia Torácica - Dr. Leonardo Cesar Silva Oliveira

Av. Pontes Vieira, 2551 - Fone: 3227-3343 - Fortaleza - Ceará

leonardo@toracica.med.br

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